Across the world.
Looking outside to better view inside.
Posts based upon Mottos, Reflections, Plans and Actions from Universities around the World.
"Our organizational culture must challenge us to be the best that we can be.
(...)
It is only through a collective commitment to living out our shared values that we will see cultural change. Nevertheless, consultation with our staff revealed a strong sense that this change needed to begin in the formal leadership of the University at all levels."
In University of Sydney 2016–20 Strategic Plan - If you change nothing, nothing will change.
sábado, 21 de janeiro de 2017
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
As leis da robótica
Códigos. Robots. Inteligência artificial. Autonomia. Decisões. E tudo que vem com elas. Consequências. Responsabilidades. Responsáveis. Ética. Novos dilemas que resultam do avanço científico e tecnológico. E que estão em discussão no Comité dos Assuntos Legais da Comissão Europeia:
"In order to address this reality and to ensure that robots are and will remain in the service of humans, we urgently need to create a robust European legal framework.
(...)
For example, this code [of etichal conduct] should recommend that robot designers include “kill” switches so that robots can be turned off in emergencies, they add.
(...)
In the long-term, the possibility of creating a specific legal status of “electronic persons” for the most sophisticated autonomous robots, so as to clarify responsibility in cases of damage, should also be considered, MEPs say."
http://www.europarl.europa.eu/news/en/news-room/20170110IPR57613/robots-legal-affairs-committee-calls-for-eu-wide-rules
Novos dilemas que são, afinal, velhos. Porque já foram imaginados. Antecipados. Contados. Escritos. Por Isaac Asimov, através das suas Três Leis da Robótica, presentes em inúmeros contos sobre a interação Homem-Máquina, ou Homem-Homem através da Máquina, ou Máquina-Máquina através do Homem:
"1ª Lei: Um robot não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robot deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robot deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_da_Rob%C3%B3tica
Ou por Clifford D. Simak, com os seus duplicados, em busca da consciência e do original, do lugar do original, como em "Good Night, Mr. James", de 1951:
"Ninguém poria em dúvida - ao fim de algum tempo nem sequer ele próprio - que ele era Henderson James. O telefone tocou de novo e ele levantou-se para responder. Uma voz agradável disse-lhe:
- É Allen do laboratório de duplicação. Temos estado à espera de um relatório seu.
- Bem ... Eu...
Allen interrompeu-o:
- Telefonei-lhe para lhe dizer que não se preocupasse. Esqueci-me de lhe dizer uma coisa.
- Compreendo - respondeu James, ainda que não compreendesse.
- Fizemos este de uma maneira um pouco diferente - explicou Allen. Uma experiência que tínhamos de tentar. Veneno lento no sangue. Mais uma precaução. Provavelmente não será necessário, mas desejamos ser positivos. No caso de ele não aparecer, não precisa preocupar-se."
- Estou certo de que ele aparecerá.
Allen riu-se baixinho:
- Vinte e quatro horas. É como uma bomba de relógio. Mesmo que ele descobrisse o que se passa não há antídoto para o veneno.
- Agradeço ter-me telefonado - respondeu James.
- Muito bem - disse Allen. - Boa noite Mr. James."
Incluído Em "A revolta das máquinas / 1", Colecção Argonauta.
"In order to address this reality and to ensure that robots are and will remain in the service of humans, we urgently need to create a robust European legal framework.
(...)
For example, this code [of etichal conduct] should recommend that robot designers include “kill” switches so that robots can be turned off in emergencies, they add.
(...)
In the long-term, the possibility of creating a specific legal status of “electronic persons” for the most sophisticated autonomous robots, so as to clarify responsibility in cases of damage, should also be considered, MEPs say."
http://www.europarl.europa.eu/news/en/news-room/20170110IPR57613/robots-legal-affairs-committee-calls-for-eu-wide-rules
Novos dilemas que são, afinal, velhos. Porque já foram imaginados. Antecipados. Contados. Escritos. Por Isaac Asimov, através das suas Três Leis da Robótica, presentes em inúmeros contos sobre a interação Homem-Máquina, ou Homem-Homem através da Máquina, ou Máquina-Máquina através do Homem:
"1ª Lei: Um robot não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robot deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robot deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_da_Rob%C3%B3tica
Ou por Clifford D. Simak, com os seus duplicados, em busca da consciência e do original, do lugar do original, como em "Good Night, Mr. James", de 1951:
"Ninguém poria em dúvida - ao fim de algum tempo nem sequer ele próprio - que ele era Henderson James. O telefone tocou de novo e ele levantou-se para responder. Uma voz agradável disse-lhe:
- É Allen do laboratório de duplicação. Temos estado à espera de um relatório seu.
- Bem ... Eu...
Allen interrompeu-o:
- Telefonei-lhe para lhe dizer que não se preocupasse. Esqueci-me de lhe dizer uma coisa.
- Compreendo - respondeu James, ainda que não compreendesse.
- Fizemos este de uma maneira um pouco diferente - explicou Allen. Uma experiência que tínhamos de tentar. Veneno lento no sangue. Mais uma precaução. Provavelmente não será necessário, mas desejamos ser positivos. No caso de ele não aparecer, não precisa preocupar-se."
- Estou certo de que ele aparecerá.
Allen riu-se baixinho:
- Vinte e quatro horas. É como uma bomba de relógio. Mesmo que ele descobrisse o que se passa não há antídoto para o veneno.
- Agradeço ter-me telefonado - respondeu James.
- Muito bem - disse Allen. - Boa noite Mr. James."
Incluído Em "A revolta das máquinas / 1", Colecção Argonauta.
domingo, 15 de janeiro de 2017
Como governar o mundo em 140 caracteres
Zebatinsky foi ao numerologista. Quem sabe o que este diria? Não tinha nada a perder. A partir desse momento passou a chamar-se Sebatinsky. Alteração mínima, de uma única letra, no seu nome. Que desencadeou uma cadeia de mudanças. E uma guerra nuclear foi evitada. Obra de um par de extraterrestres, entretidos a apostar sobre o planeta Terra, e em como era possível produzir um macro-efeito a partir de um micro-estímulo. Estávamos em 1958, e num futuro distante na imaginação de Isaac Asimov, no conto "Escreva o seu nome com um S".
Estamos em 2017 e esse futuro ainda não chegou. Uma letra não é suficiente para mudar o mundo. Mas cada vez são precisas menos letras. 140 caracteres podem bem ser suficentes. É o tamanho de cada twitter, que pode ser traduzido por chilrear.
Parece pouco, e talvez seja pouco, quase nada ou mesmo nada.
And yet ... canta Sting.
No entanto cada chilreio dá instantaneamente a volta ao mundo, ao mundo ligado por redes, que não é todo, mas que é cada vez mais. E é repetido. E é comentado. E passa a ser notícia. E passa a dominar a notícia. Como um eco aumentado, sem distorção nem atenuação. Como uma bola de neve que passa a avalanche. Como uma avalanche ensurdecedora que engole os outros sons. E que só se cala quando começa a avalanche seguinte.
And yet ...
No entanto o mundo reage. Ações sobem ou descem. Países sobressaltam-se. Como se tudo fosse sério. Como se tudo fosse importante. Porque tem intenção. Porque se pode materializar. Porque vem de gente com poder. Porque vem do topo da cadeia alimentar. Porque há muitos botões, na política, na economia, e no nuclear. Não é sério, mas é a sério. É uma nova maneira de comunicar. Agitar. Sem diálogo, Sem contraditório. Sem verificação. Sancionada pela comunicação social, que a usa e abusa como matéria-prima. Sancionada pelos comentadores que fazem disso modo de vida. Sancionada por nós, consumidores e reprodutores de informação rápida. Tantas vezes sem reflexão. Porque confirma as nossas crenças. Porque se busca o confronto. Porque nos sentimos obrigados a reagir imediatamente. Porque isso prova a nossa participação nesta realidade mais ou menos virtual.
Que se prova, mastiga e deita fora ... cantavam os Taxi.
E que é complementada, ao vivo e a cores, pela vozearia, pela gritaria, por falar por cima, por calar os outros, por mandar calar. Saltando de ruído em ruído. Provocando a surdez. Funcionando em círculo fechado. Distraindo. Fazendo com que as atenções fiquem na forma, no incidente. Criando acidentes. Anunciando desastres. "Nós" e os outros, que são obstáculos, ou inimigos.
"If you're tired of arguing with strangers on the internet, try to talk with one in real life", disse o Presidente cessante, Barack Obama.
Lidera-se pelo exemplo. Dizem. Nada abona em favor dos seguidores. Gostaria de pensar que foi apenas o resultado da falta de boas alternativas. Não foi. Há demasiadas evidências, em muitos lugares, em demasiados lugares, de ambos os lados do Atlântico, em países pacatos ou em países conturbados, na política ou no resto do dia-a-dia, que mostram que este é o modo escolhido por muitos. Infelizmente.
Mas não vale tudo. Não pode valer tudo. É preciso afirmar outros valores. Todos os dias. Sempre!
Estamos em 2017 e esse futuro ainda não chegou. Uma letra não é suficiente para mudar o mundo. Mas cada vez são precisas menos letras. 140 caracteres podem bem ser suficentes. É o tamanho de cada twitter, que pode ser traduzido por chilrear.
Parece pouco, e talvez seja pouco, quase nada ou mesmo nada.
And yet ... canta Sting.
No entanto cada chilreio dá instantaneamente a volta ao mundo, ao mundo ligado por redes, que não é todo, mas que é cada vez mais. E é repetido. E é comentado. E passa a ser notícia. E passa a dominar a notícia. Como um eco aumentado, sem distorção nem atenuação. Como uma bola de neve que passa a avalanche. Como uma avalanche ensurdecedora que engole os outros sons. E que só se cala quando começa a avalanche seguinte.
And yet ...
No entanto o mundo reage. Ações sobem ou descem. Países sobressaltam-se. Como se tudo fosse sério. Como se tudo fosse importante. Porque tem intenção. Porque se pode materializar. Porque vem de gente com poder. Porque vem do topo da cadeia alimentar. Porque há muitos botões, na política, na economia, e no nuclear. Não é sério, mas é a sério. É uma nova maneira de comunicar. Agitar. Sem diálogo, Sem contraditório. Sem verificação. Sancionada pela comunicação social, que a usa e abusa como matéria-prima. Sancionada pelos comentadores que fazem disso modo de vida. Sancionada por nós, consumidores e reprodutores de informação rápida. Tantas vezes sem reflexão. Porque confirma as nossas crenças. Porque se busca o confronto. Porque nos sentimos obrigados a reagir imediatamente. Porque isso prova a nossa participação nesta realidade mais ou menos virtual.
Que se prova, mastiga e deita fora ... cantavam os Taxi.
E que é complementada, ao vivo e a cores, pela vozearia, pela gritaria, por falar por cima, por calar os outros, por mandar calar. Saltando de ruído em ruído. Provocando a surdez. Funcionando em círculo fechado. Distraindo. Fazendo com que as atenções fiquem na forma, no incidente. Criando acidentes. Anunciando desastres. "Nós" e os outros, que são obstáculos, ou inimigos.
"If you're tired of arguing with strangers on the internet, try to talk with one in real life", disse o Presidente cessante, Barack Obama.
Lidera-se pelo exemplo. Dizem. Nada abona em favor dos seguidores. Gostaria de pensar que foi apenas o resultado da falta de boas alternativas. Não foi. Há demasiadas evidências, em muitos lugares, em demasiados lugares, de ambos os lados do Atlântico, em países pacatos ou em países conturbados, na política ou no resto do dia-a-dia, que mostram que este é o modo escolhido por muitos. Infelizmente.
Mas não vale tudo. Não pode valer tudo. É preciso afirmar outros valores. Todos os dias. Sempre!
Dreaming Dreams
Across the world.
Looking outside to better view inside.
Posts based upon Mottos, Reflections, Plans and Actions from Universities around the World.
"Aiming High, Dreaming Dreams. and Working with Passion and Integrity"
Pohang University of Science and Technology, South Korea.
One of the leads at http://epresident.postech.ac.kr/web/epresident/home
Looking outside to better view inside.
Posts based upon Mottos, Reflections, Plans and Actions from Universities around the World.
"Aiming High, Dreaming Dreams. and Working with Passion and Integrity"
Pohang University of Science and Technology, South Korea.
One of the leads at http://epresident.postech.ac.kr/web/epresident/home
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Ordinary people
"This is where I learned that change only happens when ordinary people get involved, and they get engaged, and they come together to demand it."
(...)
"And all of this depends on our participation; on each of us accepting the responsibility of citizenship, regardless of which way the pendulum of power swings. Our Constitution is a remarkable, beautiful gift. But it’s really just a piece of parchment. It has no power on its own. We, the people, give it power – with our participation, and the choices we make. Whether or not we stand up for our freedoms. Whether or not we respect and enforce the rule of law."
(...)
"It falls to each of us to be those anxious, jealous guardians of our democracy; to embrace the joyous task we’ve been given to continually try to improve this great nation of ours. Because for all our outward differences, we all share the same proud title: Citizen. Ultimately, that’s what our democracy demands. It needs you. Not just when there’s an election, not just when your own narrow interest is at stake, but over the full span of a lifetime."
(...)
"I am asking you to believe. Not in my ability to bring about change – but in yours."
(...)
"Yes we can"
Barack Obama, Farewell speech, 10 january
http://www.telegraph.co.uk/news/2017/01/11/barack-obamas-farewell-speech-full/
(...)
"And all of this depends on our participation; on each of us accepting the responsibility of citizenship, regardless of which way the pendulum of power swings. Our Constitution is a remarkable, beautiful gift. But it’s really just a piece of parchment. It has no power on its own. We, the people, give it power – with our participation, and the choices we make. Whether or not we stand up for our freedoms. Whether or not we respect and enforce the rule of law."
(...)
"It falls to each of us to be those anxious, jealous guardians of our democracy; to embrace the joyous task we’ve been given to continually try to improve this great nation of ours. Because for all our outward differences, we all share the same proud title: Citizen. Ultimately, that’s what our democracy demands. It needs you. Not just when there’s an election, not just when your own narrow interest is at stake, but over the full span of a lifetime."
(...)
"I am asking you to believe. Not in my ability to bring about change – but in yours."
(...)
"Yes we can"
Barack Obama, Farewell speech, 10 january
http://www.telegraph.co.uk/news/2017/01/11/barack-obamas-farewell-speech-full/
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