O Público, o Expresso e creio que diversos outros meios de comunicação noticiaram, em título, destaque ou quadros informativos, que a Universidade do Porto (UP) foi a única universidade pública a preencher a totalidade das vagas disponibilizadas para o concurso de acesso ao ensino superior.
Essa informação não é verdadeira. A UP foi a universidade que mais se aproximou do pleno, tendo faltado pouco, muito pouco: 12 lugares em 4155. Totalistas apenas as Escolas Superiores de Enfermagem de Coimbra, Lisboa e Porto, instituições que têm uma natureza distinta.
Erros como estes ficam a dever-se, por vezes, a leituras apressadas ou à dificuldade de interpretar o real significado dos dados. No caso presente, a nota informativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior apresenta, para a UP, uma taxa de preenchimento de 100%. Este valor, obtido por arredondamento às unidades, está correcto. Mas o quadro que contém esta informação tem também o número de vagas e de colocados por instituição, e revela a existência de vagas não preenchidas. Os resultados, curso a curso, publicados em alguns dos mesmos comprovam isso mesmo.
Neste caso "preenchimento de 100% das vagas" não é igual a "preenchimento de todas as vagas". O destaque correcto seria "a UP preenche a quase totalidade das vagas" ou "a UP é a universidade com maior taxa de colocação". Títulos talvez menos fortes, mas correspondentes a uma informação mais rigorosa.
sábado, 18 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Sério a Sério ?
José Sócrates citado no portal do Governo a propósito da meta para o défice orçamental: "É esse o nosso compromisso e vamos levá-lo muito a sério."
Compromissos, compromissos para levar a sério ou compromissos para levar muito a sério:
- Obrigação de cumprir resultante de promessa.
- Promessa conjunta de duas ou mais pessoas ou entidades.
- Concordata entre o falido e os credores.
- Escrita vincular.
- Acordo, ajuste, convenção.
Definições para "compromisso", Grande Dicionário Enciclopédico Ediclube.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
O progresso: Vasco Gonçalves 1975 - PSD 2010
Para o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, a prova da demagogia da esquerda, na reacção ao pré-projecto de revisão constitucional, é que a formulação adoptada - razão atendível - foi usada, em tempos idos, por outras cores:
Miguel Relvas aproveitou para referir que "um decreto-lei de 1975, era primeiro ministro de Portugal o general Vasco Gonçalves", admitia "a cessação do contrato individual de trabalho por despedimento promovido pela entidade patronal ou gestor público, com base em motivo atendível." - no site da TVI.
E esta, hem?
Miguel Relvas aproveitou para referir que "um decreto-lei de 1975, era primeiro ministro de Portugal o general Vasco Gonçalves", admitia "a cessação do contrato individual de trabalho por despedimento promovido pela entidade patronal ou gestor público, com base em motivo atendível." - no site da TVI.
E esta, hem?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
É a demografia...
No ano 2000 havia quase 540 mil alunos no 1º ciclo do ensino básico. Uma década depois este número cifra-se em pouco mais de 488 mil. É uma diminuição de 9,6%; são menos 52 mil alunos. A ter em conta nas reflexões sobre o sistema educativo, do básico ao superior.
Fonte de dados: PORDATA, www.pordata.pt
Fonte de dados: PORDATA, www.pordata.pt
sábado, 10 de julho de 2010
A traição nacional
Na discussão sobre o negócio PT-Vivo-Telefónica o PS acusa o PSD de ser "favorável aos interesses privados da espanhola Telefónica e contra o interesse nacional" [Vitalino Canas].
Como antes o PSD acusava o PS, a propósito do TGV: "Eu não estou aqui para defender os interesses dos espanhóis, eu estou aqui para defender os interesses dos portugueses" [Manuela Ferreira Leite].
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