sexta-feira, 18 de março de 2011

Bem me quer, mal me quer

"Students and faculty are ambivalent about administrative units and structures, which they often regard as constraining, harassing, and bureaucratic. Yet they expect the institution to wok smoothly, and they want a great variety of facilitating services that can be provided only by means of elaborate procedures and orgaization. Participation, communication, and consultation are also essential, yet these functions require another layer of mechanisms and draw off the attention and energy of many members of the university from their primary duties. Harmonizing and humanizing these administrative and communicative aspects of the university is an important task."

F. Balderston (1995) "Managing Today's University".

1 comentário:

Mário disse...

Análise curta mas perfeita. No fundo, esta "University Governance" mais não é que um subconjunto de qualquer solução de governação de qualquer sistema organizativo humano, seja um governo nacional, uma empresa, um hospital público. A dúvida é: Onde acaba o estado lícito de exigir, de uma estrutura de apoio, que funcione eficazmente, apesar de consumir recursos que incluem os próprios "clientes" dessas mesmas estruturas, e começa o ilícito de começar a designá-las, às estruturas de que fazemos parte simultâneamente como recurso e como cliente, como "eles", situação que leva invariávelmente á des-responsabilização do próprio nas eventuais falhas do sistema? Tipo: "Eles, os governantes, são muito maus! Estamos perdidos!". Pois está claro que estamos perdidos: Então não é de nós, os simultâneamente eleitores e possíveis candidatos, que "eles" emanam? Triste fado nacional, não termos massa crítica de cérebros e de mão de obra eficaz que permita criar e deixar "aparecer" um numero suficiente de pessoas conscientes, responsáveis e com drive pessoal suficiente para gerar uma classe dirigente de visão e coragem que nos permita ter um fio condutor, um sonho, UM PLANO. Vocês têm um plano para o país? Eu não tenho. Então nós não somos cérebros, somos mão de obra, e há que arregaçar as mangas para CRIAR produção suficiente que nos permita aguentar isto o tempo suficiente até que apareçam os cérebros suficientes para aparecer um plano suficiente para melhorarmos o suficiente para valer a pena mantermo-nos por cá. A crise somos nós. Lutemos para a ultrapassar. Mas lutemos nós, não basta chorar e protestar, isso é lícito, tem de ser considerado um método de autoregulação essencial num sistema democrático, mas não chega criticar, é preciso apontar alternativas ou ir produzindo para manter isto a funcionar! (p.s. Os flames venham para mim, inocento o criador deste blog de qualquer responsabilidade no conteúdo deste comentário!)